Maiara Righi considera que em Portugal há mais apoios ao investimento do que no Brasil

“Existem muitas oportunidades de incentivo para empreendedores.”

A brasileira Maiara Righi veio para Portugal para estudar e acabou por se apaixonar pelo país. Agora tem o espaço Madre Coxinha, e é uma empreendedora de sucesso.

Maiara Righi vem de Fortaleza, no nordeste do Brasil. Saiu um dia com a “intenção de voltar”, mas depois de ganhar mundo, não quis mais regressar. E, assim que chegou a Portugal apaixonou-se, em particular por Lisboa, e aqui decidiu fixar-se, criando uma empresa ligada à culinária.

 

Como nasceu a Madre Coxinha

“Resolvi empreender, uma paixão já antiga, que era através da culinária”, diz, realçando que foi assim que nasceu o Madre Coxinha, um negócio de coxinhas de frango fritas, que tem crescido ao longo dos tempos. “A Coxinha foi uma brincadeira”, diz, explicando que viu “uma necessidade no mercado”, recorda. Foi um processo natural, tanto que Maiara até costuma dizer: “Foi a Coxinha que me escolheu, não fui eu que escolhi a Coxinha.”

Mas como chegaram ao nome e ao conceito por detrás do Madre Coxinha? “Conheci uma pessoa muito compatível, fizemos um bom estudo até chegar ao nome Madre Coxinha e chegar a todo o conceito, que era o que eu queria passar através do produto, que era aquela coisa de mãe, materna, de cuidado, de comida caseira”, explica.

A necessidade de mercado existia e os apoios também. Afinal, para Maiara, Portugal é um bom país para investir, por existirem várias oportunidades de incentivo para novos empreendedores. “Incentivo para empreender, para trazer maquinaria, para contratar pessoas”, enumera, justificando o porquê de investir em Portugal e não no Brasil. “Essa foi a grande diferença de conseguir empreender e foi a grande vantagem, que acho que talvez no Brasil não tivesse o mesmo incentivo”, afirma.

 

Os tempos livres

A vida pessoal e a vida profissional confundem-se e, por isso, Maiara não tem muito tempo livre para desfrutar das vantagens do país, mas reconhece que são muitas. “Durmo e acordo pensando na Madre Coxinha, mas tenho o privilégio de morar no centro de Lisboa. (…) moro na Graça, e então consigo aproveitar ainda as pessoas locais, os velhotes que passam na rua, as boas tascas, no verão curtir uma praia”, diz.

Mas, ao comparar a sua vida aqui com a vida que tinha no Brasil, há duas grandes diferenças que se evidenciam. “A grande diferença da minha vida no Brasil e da minha vida em Portugal é principalmente a liberdade e a segurança. A liberdade em poder andar sem medo de acontecer alguma coisa”, afirma.

Quanto aos planos para o futuro, para já, são ficar em Portugal e apostar na Madre Coxinha. “Na verdade, nunca tive nenhum outro plano na minha vida, depois de ter vindo para cá.”

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